Lembra-me de quem eu era antes. Paciente, um faz-tudo-com-tudo-o-que-possa. Tinha os cabelos tingidos pela pureza das manhãs orvalhadas, os olhos em derrame constante, a pele das mãos mais macia. Lembra-me de quem eu era antes. A montante talvez menos ousada, a jusante um vulcão adormecido. Mas os dias passaram. As marés mudaram e com elas o céu ficou mais perto. As horas interromperam o reverso do tempo perdido entre as nossas circunstâncias. E depois a translucidez da realidade transformou-se num sítio onde eu nunca tivera estado. Lembra-me de quem eu era antes. Lembra-me porque a distância tem-me feito menos submissa a passados que me foram...
1 comentário:
Que lindo minha amiga ! Beijos!
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