Retornar aos cheiros da Beira Baixa. Ter dificuldade em dormir devido aos elevados décibeis de música pimba. Comer filhós. Ter um casamento e não ir à cabeleireira só porque sim. Rever pessoas que não via há séculos. Cumprimentar outras que não sei quem eram e continuo sem saber quem são. Conduzir o meu carro como se não houvesse amanhã e com o cd dos Goldfrapp em altos berros. Sentir o cheiro do pinheiro bravo e sentir-me em casa. Comer sopa com toucinho e chouriça e pão acabado de sair do forno a lenha. E ser esta a melhor coisa que degustei em todo o fim de semana. E vá o arroz doce da minha mãe também. Dançar num rancho descalça. Dançar aquela do quem é o pai da criança com o meu primo de seis anos. Ter plena consciência que fiz figurinha de parvónea em alguns dos factos descritos. Mas sabe tão bem estar em casa. Agora já cá estou plantada outra vez no meio do atlântico. Back to everyday life.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
A song for the weekend...
Estou de volta para a semana. Agora sigo para um weekend prolongado e cheio de muita fiesta. Até ao meu regresso divirtam-se com este som de arromba. E sorriam. Bastante.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
As it should be...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Exigências dos tempos modernos...
Descanso. Bons tratos. E dinheiro para gastos. É tudo o que uma mulher necessita. Especialmente o último item. Que a vida não está fácil e não se adivinham dias melhores. Alguém que se chegue à frente para ofertar uma soma porreira? Be my guests...
Medo, muito medo...

E quando pensávamos que a descida para Porto Moniz, qual descida análoga para o Mónaco mas em versão mais acidentada, era o mais arriscado que tínhamos feito, eis senão quando, nos espetámos numa daquelas estradas regionais que só passa um carro. De um lado uma rocha quase a enlatar-nos tipo atum e do outro o mar raivoso logo ali em baixo. Das duas uma. Ou fazíamos marcha atrás, o que, seria manifestamente impossível, ou continuávamos e rezávamos a todos os santinhos para aquela tormenta acabar. Mais ou menos a meio, aparece um carro. O drama, a tragédia, o horror. Vá lá que o senhor foi muito simpático e lá nos facilitou a manobra. Eu escorria suor em barda, e tanto é, que assim que entrámos na via rápida, uma estradinha minimamente decente, jurei para nunca mais. E para a próxima faço mas é mais uns quilómetros e evito doses arriscadas de aventura ao volante na falésia. Definitivamente a Madeira é interdicta a pessoas com vertigens. Não tentem, nem mesmo por curiosidade. Ou vão-se dar menos bem. Conselho de mademoiselle. Esta foto não faz jus à peripécia que acabei de descrever nem lá muito perto, mas dá uma ideia aproximada. Medo...
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Ohh...

Este ano vou perder este evento de arromba. Para grande pena minha. E eu que adoro andar vestida à mediavaleira. Sabe bem, mas, mademoiselle, não sabes que nas idades medievas as mulheres não andavam com as unhas pintadas? Ok, assumo que me excedi o ano passado. Houvesse voos directos para Alvalade do Sado e eu iria de certezinha. Portanto acorram em massa a esta bela vila do Alentejo. Um abraço Chanel a todos quantos o ano passado me acolheram. Que saudades vossas. Tantas.
Mais informações aqui: http://alvalademedieval.no.sapo.pt/
É já amanhã...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
E o VGM é que sabe...
Sem embargo de lerem o artigo de opinião todo, ora tomem lá a realidade nacional. E não me venham com minhoquices. É a verdade. Pura e dura, como se quer. Aqui fica um trecho:
"(...) Por este andar, Portugal está condenado a ficar sempre no pior lugar de todas as escalas europeias. Tornou-se um país falido, amorfo e sem recursos, sem vontade e sem nervo, sem condições de competitividade e sem qualificações, dilacerado entre corporativismos, promiscuidades de alto gabarito e manobras especulativas inconfessáveis. Este é o Portugal de que, neste final de férias, muita gente vai fazer a descoberta melancólica: um país improdutivo, impotente, desistente e arruinado, um país abaixo de cão e bom para a sucata, sinónimo do beco sem saída que está a ser preparado para as próximas gerações.
Chegou-se aqui graças a vários factores concomitantes: um eleitorado irresponsável, a solicitude política e o empenhamento das incompetências do Partido Socialista, a prestimosa intervenção de capangas, boys famélicos ou verdadeiros quadrilheiros de colarinho branco que por aí borboleteiam, prontos para tudo e mais alguma coisa, enfim, muita gente que a tudo vai chamando um figo e se tem mostrado especialmente adestrada tanto nas aprimoradas suculências do carneiro com batatas, como nas destras piruetas das negociatas.
Assim, um país analfabeto, predisposto à mendicância e propenso à falta de vergonha, desertificado e macrocéfalo, desequilibrado em todos os aspectos, que não trabalha, não produz, não tem agricultura, nem indústria, está em vias de se tornar a escória da Europa(...)".
Chegou-se aqui graças a vários factores concomitantes: um eleitorado irresponsável, a solicitude política e o empenhamento das incompetências do Partido Socialista, a prestimosa intervenção de capangas, boys famélicos ou verdadeiros quadrilheiros de colarinho branco que por aí borboleteiam, prontos para tudo e mais alguma coisa, enfim, muita gente que a tudo vai chamando um figo e se tem mostrado especialmente adestrada tanto nas aprimoradas suculências do carneiro com batatas, como nas destras piruetas das negociatas.
Assim, um país analfabeto, predisposto à mendicância e propenso à falta de vergonha, desertificado e macrocéfalo, desequilibrado em todos os aspectos, que não trabalha, não produz, não tem agricultura, nem indústria, está em vias de se tornar a escória da Europa(...)".
Vasco Graça Moura, in Diário de Notícias de 25/08/2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Dos problemas existencialistas ou de como Sócrates é que tinha razão...
Não tenho Facebook. Não tenho Hi5. Não tenho Twitter nem Orkut. Não tenho quintas com animais cor-de-rosa nem fotos daquela viagem ao Brasil para partilhar com os amigos. Televisão só vejo nos dois três minutos do café matinal ou nos vinte minutos de bicicleta no ginásio. Portanto. Serei eu uma pessoa normal? Só sei que nada sei.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Bloody TPM...

...que dá comigo em doida. Fico logo com quinhentos mil quilos de saudosismo em cima. Depois só me dá para pensar na vida. Comer porcarias, tipo queijadinhas da Madeira que são um deleite. Depois quero mimos. E como se pode constatar fico chata. Assim que sair vou logo assambarcar uma queijada e ouvir entre uma Cat Power ou uma Mazzy Star, a olhar o mar para potenciar os efeitos da TPM.
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